quinta-feira, 9 de outubro de 2014

We Remember John Moubray



A personal tribute to John Moubray (1949-2004)
My very first encounter with John Moubray was in June, 1996 at ABRAMAN - Brazilian Maintenance Association Conference, which that year was held in Belo Horizonte. He was the conference special guest and was presenting a lecture on the Reliability Centered Maintenance (RCM) concepts and main framework. The general atmosphere provided me a feeling that he was talking about something completely new for the vast majority of the audience, including myself. He was addressing in a very light fashion the paradigms changes proposed by the new methodology and the extreme changes required to the beliefs advocated by the practices in place up to that point in time in the world of physical asset reliability. The audience was surprised with the concepts and features embedded into the new methodology addressed by Moubray. As the lecture turned to the Q&A phase, it was possible to identify that the audience was swinging from skeptical to enthusiastic and sometimes bouncing forward and backward regarding the concepts exposed. That lecture was like a point of inflection for the maintenance management and risk management in Brazil. It was clear that Moubray was announcing a new era for the failure management. Abroad, specially in the UK and the US, the same type of scenario was occurring and the new paradigm being deeply studied and fully understood.

From that very beginning I have positioned myself among those who were envisioning a new era for both disciplines, the failure management and the physical asset performance management. The Reliability Centered Maintenance methodology not only had been developed with a strong logical framework, but it was also supported scientifically by the valuable research performed by the U.S. Civil Aviation over the first half of the 1970's. Those factors embedded in its inception and development were the key for its resiliency and longevity up to and beyond the present days.


By mid-1998, RCM projects in Brazil had grown up to the point where training resources such as the RCM2 book, a world-wide best seller, and the full set of technical and collateral materials pressed us to translate them into Portuguese. John and I had undertaken the task of translating and printing the RCM full set of materials into Portuguese. It was an unforgettable adventure. However, that endeavor provided me an outstanding opportunity to closely work with Moubray on the first translation of his best seller RCM2 text book, launched in Brazil in 2000 and revised in 2001 and 2002.

Moubray himself was very enthusiastic with the potential of the Brazilian marketplace for the coming years. As a result, he went to Brazil several times, invited by me and my company, to lead open and private conferences, as well to participate in meetings with our major clients and prospects. Based on his observations during those historical trips to Brazil, his perception regarding the Brazilian economy and the marketplace in development has been consolidated in a positive way. Looking back in the first years of the first decade of the 21st Century, I am sure those times were like gold to me and to professionals interested in acquire physical asset management knowledge from the very best source available around the world, i.e. John Moubray.

Remembering John Moubray’s technical legacy I can say that I am honored to be part of a very selected team of Practitioners, deeply and continuously coached by John Moubray himself. Those Practitioners are a live legacy. To be part of this live legacy made a big difference to my professional life. Also, as part of Moubray’s technical legacy we have the RCM2 book and both the SAE standards, SAE JA 1011 and SAE JA 1012 RP.

I would say, without any doubt, John Moubray has been one of the most exceptional, brilliant and kind gentleman that I had the opportunity to work with. He definitely positively influenced my professional career and his legacy will continue doing so over the years to come, through his legacy for the understanding and application of the reliability centered maintenance technique.

Kleber Siqueira

Kleber Siqueira is RCM Practitioner and was the Aladon Network's Licensee for Brazil between 1997 and 2006.

He has more than twenty five years of experience in consulting services for development and implementation of computerized maintenance management systems (CMMS); implementation and management of reliability-centered maintenance (RCM) projects; and implementation of asset performance management (APM) systems.

He performed projects for leading companies in industries such as aluminum and nickel mining, refining, smelting, and processing; automotive manufacturing; food manufacturing; gas pipelines and city gates; iron mining, steel making, offshore topsides and drilling rigs; refineries, petrochemicals; pulp & paper; metro (subway).



domingo, 17 de agosto de 2014

Bárbara Heliodora


Com muita emoção, apresento "ao vivo" um trecho de uma palestra proferida por Maria da Conceição Mello Siqueira, poetisa, escritora, artista plástica e professora sul mineira Jacutinguense.

Essa palestra ocorreu no final dos anos 1960, em uma tertúlia literária promovida pelas Senhoras das Famílias Rotarianas e realizada na sede do Tenis Clube de Santos.

A articuladora desse evento foi Biba Florence Lustosa, que contou com o apoio da prestigiada cronista social Thereza Bueno Wolf, tendo sido ambas amigas queridas da palestrante convidada e conhecedoras do seu talento e da sua arte.

No link abaixo encontra-se um audio (podcast) contendo os primeiros 5 minutos daquela palestra, cujo tema central foi homenagear Barbara Heliodora, poetisa e heroina da Inconfidencia Mineira, de quem Maria da Conceição era trineta.

Esse audio foi recuperado a partir de uma gravação "ao vivo" realizada por mim e que se encontrava guardada esperando uma oportunidade para ser transposta daquela antiga mídia em "fita magnética" para uma moderna mídia digital. Para mim, uma verdadeira operação de resgate... mas tambem uma fonte de muitas e gostosas recordacoes...

Depois de muitos anos de espera, mais de 40..., chegou esse emocionante momento e com a ajuda de um gravador AKAI X-1800SD conservado em excelente estado e que aparece na foto abaixo, podemos agora "viajar no tempo" e "participar virtualmente" daquele evento que ora pode ser revivido e proporcionar um extraordinario e emocionante "happy hour"...

Maravilhas da tecnologia...!


Desse modo, com muita satisfação apresento uma pequena amostra desse tesouro que mantive guardado e preservado por longa data. Para muitos integrantes das novas gerações da familia será essa a primeira e unica oportunidade de ouvir Maria da Conceicao "ao vivo" ...

A gravação original esta com alguns defeitos, especialmente decorrente de uma falha na cabeça de gravação do gravador originalmente utilizado (um Philipps equipado com cabeçote de quatro trilhas) e que gerou uma leve mistura de sons entre as trilhas gravadas.

Já resgatei cerca de 1 (uma) hora de gravação. Ainda estou trabalhando para resgatar o restante.

Vamos então voltar no tempo...

Imagine-se em uma daquelas tardes quentes e ensolaradas de final de verão na bela e tão querida Santos, a "pérola do Atlantico Sul"...

A natural ansiedade que um evento dessa natureza traz para os organizadores, participantes e especialmente para a palestrante daquela tarde... poderia-se inferir pelo semblante da poetisa que entremeia a beleza do seu sorriso e simpatia pessoal com uma expressão algo apreensiva com respeito aos preparativos finais...

Entao, após uma última e rápida revisão das suas anotações, nada mais a preocupa, concentra-se na palestra que em poucos instantes ira se iniciar...

As convidadas já estão a postos, aguardando para ouvi-la...

O gravador já está posicionado e o teste de som realizado... tudo pronto!

Clique no video abaixo e ouça os primeiros minutos dessa memorável palestra...





Biografia de Maria da Conceição Mello Siqueira, apresentada por Francisco Mello Siqueira, seu filho.

Em breve essa página será atualizada com mais outros trechos dessa tertúlia especialmente dedicada ao movimento da Inconfidencia Mineira.

Por favor, envie os seus comentários, correções e sugestões!

Cordial abraço!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sons e ritmos do Brasil


O Brasil é uma Nação grandemente favorecido pela diversidade cultural do seu povo ou povos, dada as varias regionalidades. Em termos de natureza é um território espetacular, circundado pelo Atlantico Sul, avança em direção ao Oeste onde se delimita com os Países hispâncos que estão distribuidos pela costa do Pacífico Sul desde aqueles mais ao Norte da América do Sul até a Argentina que, por sua vez, se estende até o limite Sul do continente americano, dividindo com o Chile a região da Patagônia.

Na área musical, as culturas que se desenvolveram e se amalgamaram nesse imenso território brasileiro nos legaram ritmos musicais, danças, instrumentos tipicamente regionais, compositores e instrumentistas que demonstram essa imensa riqueza.

Em recente bate papo com um amigo venezuelano, trocamos informações a respeito das riquezas culturais desenvolvidas e cultivadas na também multicultural e fascinante Venezuela. Combinamos em breve nos reunir para conhecer um pouco mais, recordar, compartilhar e "curtir" as nossas respectivas heranças culturais. Sem dúvida, um excelente tema para motivar um Happy Hour mais prolongado... Cheers!

Enquando aguardamos essa oportunidade, como uma pequena amostra da cultura musical brasileira, selecionei alguns youtubes, os quais demonstram a diversidade dos sons e ritmos brasileiros.

Trata-se de apenas um “tira-gosto” ou "petisco" para dar uma idéia do que vai ser esse esperado Happy Hour...

Participe também com suas sugestões, comentários e idéias!

Abaixo seguem os referidos youtube videos que selecionei. Aprecie! Disfrute! Enjoy!











Kleber Siqueira Houston, Texas


Para começar, nada melhor que imagens espetaculares do Pantanal do Mato Grosso, ao som do cantor de moda de viola e instrumentista Almir Sater e do cantor sertanejo Sérgio Reis (que começou a vida artistica nos anos 1960 como roqueiro, na onda do yeh yeh yeh...)

Acompanhe um pouquinho da COMITIVA ESPERANÇA... a vida de vaqueiro é dura mas tem suas recompensas!




Agora um pouco do genuíno e tradicional samba paulista...

me encanta...!

"Trem das Onze", do grande sambista e compositor Adoniram Barbosa, interpretado pelo excelente e tradicional grupo "Os Demônios da Garoa"




Chorinho.... também uma marca registrada das noites paulistanas! "Brasileirinho", do expecional e talentoso compositor e instrumentista Waldir de Azevedo, interpretado pelo quarteto "Choronas". Simplesmente fabuloso!


Jorge Ben Jor... Excelente! Interpretando de sua autoria "Pais Tropical-Spyro Gyra".

Puro balanço da gente carioca...




Zimbo Trio interpreta magistralmente o bossa nova "Samba de uma nota só", de Tom Jobim. O melhor do Jazz brasileiro desde os anos 1970...!




Erasmo Carlos, o "Tremendão", consagrado roqueiro brasileiro, cantor e compositor da uma "canja" interpretando "De noite na cama", de Caetano Veloso, no balanço irresistível de Nando Reis.




João Bosco representa uma geração de cantores, instrumentistas e compositores que povoaram os corações brasileiros nos anos 1960 e 1970. Simplesmente fabulosa a interpretração de "Papel Maché", sucesso de sua autoria.




Como "saideira" dessa "pestiqueira" musical, que tal "Retalhos de Cetim", de Benito de Paula, com o super balanço do Sambô? Aí vai, entao... Para curtir e balançar!




Grato pela visita ao Blog Por favor, deixe o seu comentário!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Resolução de Ano Novo: Seja Real!



As inovações em comunicações têm sido espantosas. Podemos facilmente manter contato com amigos e colegas e nos reconectar com pessoas que conhecemos no passado. E-mails e mensagens de texto se tornaram a forma preferida de comunicação rápida (graças à qual estamos em contato nesse exato momento que essa mensagem esta sendo lida por você...!).

A Internet nos possibilitou o uso de blogs com que compartilhamos experiências e opiniões. Outros recursos nos conectam face a face a milhares de quilômetros de distância. Podemos apreciar vídeos para diversão ou mensagem séria. Quando as ligações telefônicas não são atendidas, sempre há o correio de voz.

Quem pode prever os próximos avanços em comunicações? Embora extremamente benéficos e práticos, todos carecem de uma dimensão importante: o contato pessoal. Um antigo slogan sugeria: “Alcance e toque alguém!”. Falta esse “toque” em mensagens de texto, emails, blogs ou mensagens de voz.

Pesquisadores descobriram que somente 7% da nossa comunicação é verbal, significando que 93% se dá através do olhar, linguagem corporal, gestos, expressão facial, tom de voz e ritmo da fala. Por e-mail ou SMS parte da mensagem se perde. Não apenas isso, mas o toque gentil, sorriso amistoso ou piscadela só podem ser trocados pessoalmente. Em um mundo cada vez mais impessoal, essas atitudes “não verbais” nos ajudam a dizer: “Você é alguém, existe e é importante”.

Ao olhar para 2013, uma resolução que talvez valha a pena, seria nos tornarmos "reais" e determinarmos estar presentes para outras pessoas, apesar de prazos, pressões e agendas apertadas. A Bíblia faz observações muito úteis:

O impacto da presença pessoal. Quando estamos na presença de outros, não nos comunicamos apenas com palavras, mas enfatizamos também a mensagem que transmitimos com nosso exemplo pessoal. Jesus Cristo seguia este princípio: “(Jesus) Escolheu doze, designando-os apóstolos, para que estivessem com Ele, e os enviasse a pregar” (Marcos 3.14).

A inspiração de estar junto. Quando estamos juntos, compartilhando o senso comum de uma missão, podemos nos estimular e inspirar mutuamente. “E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros” (Hebreus 10.24-25).

A instrução na interação pessoal. Passando tempo uns com os outros, lado a lado no ambiente de trabalho, podemos compartilhar sabedoria, desafiar-nos uns aos outros com criatividade, ajudando-nos mutuamente a crescer profissionalmente.“Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro” (Provérbios 27.17).

Desfrute dos benefícios da comunicação eletrônica, mas lembre-se: não há substituto para interação humana face a face, olho no olho!

Sejamos Reais!



















Kleber

&

Maria Lúcia Siqueira


Texto de Robert J. Tamasy, publicado no "Maná da Segunda" de 31de dezembro de 2012.
Sugestão para leitura adicional: "Resoluções de ano novo"

sábado, 9 de junho de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O PODER “EMANA” DO POVO



É lá no RENASCIMENTO, onde, o pensamento excitante, titubeante, mas vibrante, relativamente livre, dinâmico, de pronto surge instigante, é quando as idéias e a arte, começam a funcionar com poder germinador avassalador.
É lá, nesse ressurgir do promissor amanhecer, precisamente a partir daí, depois do obscurantismo, da escuridão de quase um milénio, que começam a brotar as ideias da Escola Pública, O Livre Exame, a vislumbrar-se conscientização, a ciência moderna, os Ensaios, Os Institutos, onde os espíritos valorosos especulativos, quanto investigadores, correndo tantas vezes riscos consideráveis, começam sabiamente a “iluminar” mentes e espírito, a produzir precursores e estágios de certa liberdade na concepção da dignidade humana, na reformulação ou nos reformadores, que conduzem ao iluminismo e iluministas e, estes à maravilhosa produção do pensamento vigoroso e vital, à criação do ensino público, este ensino ao esclarecimento dignificante e posteriormente a todo o estofo que vai formular o sub extrato fabulosamente crítico e redentor da República Democrática.

Eis o regime que hoje perfilamos na República Democrática Brasileira, presidida por democrática Constituição, graças a Deus ! . . .

Em política, como em qualquer outra área, quem fala para o povo, ou seus circunstantes, precisa conscientizar-se de uma verdade insofismável, já sentenciada pelo grande Montaigne em 1592, uma das figuras mais citadas das letras francesas: “As palavras pertencem metade a quem as fala, a outra metade a quem as ouve”. (“Montaigne, 1592”)

Daqui se depreende que a linguagem precisa ser proferida com a propriedade expressiva do perfil histórico presente e real de quem a use ou a esgrime:

o perfil da dignidade, da coerência e da verdade reconhecida espontaneamente pelos ouvintes. Aqueles que realmente ouvem e querem ouvir. Metade do que disser pertence-lhe evidentemente, com a liberdade ou crédito eventual que lhe seja democrática e cortesmente reconhecida, a outra metade depende da CREDIBILIDADE que o ouvinte lhe atribua ou reconheça.

Daí, o que diga ou disser, será bálsamo cicatrizante, orientação promissora, verdade reconhecida ou incontestável, exemplo a seguir, ou ao contrário, na melhor das hipóteses, será um deplorável depoimento, geralmente em silêncio repudiado.



Esta expressão, tão aparentemente capciosa, ou ambígua, mas cheia de secreto e objetivo conteúdo, proferida nos primórdios do Renascimento, pelo grande pensador filósofo acima citado, pronunciada hoje ao acaso, na sua sucinta mas profunda simplicidade e conteúdo, sugere-nos, expressa-nos bem entretanto, oportunidade para extensa e intensa meditação democrático-republicana, pois ao tratar-se de sentença de grande significado, ao sugerir-se a imagem da VERDADE ou FALSIDADE projetada no segredo e uso, próprio ou impróprio das palavras, proferidas tantas vezes tão levianamente, por inconsistentes políticos faladores sem consistência, sem resistência às tentações e falácias, à demagogia, às falcatruas, ante a benevolência de certa assistência ou auditório, inocente ou não tão inocente, na simplória ânsia de angariar votos, custe o que custar, mesmo que seja à custa da própria dignidade ou da alheia, sem o devido respeito e discernimento pelo criterioso escrutínio das idéias expostas ao povo, de onde afinal “emana”, brota dignificante e florescente o poder, a proba e grandiosa liberdade de escolher, segundo o sagrado dispositivo constitucional do voto individual secreto que escolhe os Servidores do povo e da Nação. Porque este insano, insensato, caricato e ambicioso político descrito, obviamente reconhece no povo este poder divino, que lhe é nato, a duras penas finalmente conquistado, tenta manhosamente ou por caminhos tortuosos, aliciá-lo, manipulá-lo, suborná-lo, enganá-lo com a ínvia PALAVRA sedutora, buscando sempre calculadamente o seu particular e primeiro proveito.

Tudo isto está inserido e diligentemente expresso com profundo significado na frase desse grande precursor do pensamento crítico, autor dos seus maravilhosos “Essais” que nos conduziriam mais tarde, com a participação de tantos outros fantásticos pensadores, cientistas, brilhantes intelectuais, pedagogos e iluministas, à Republica Democrática, aquela que veio a derrubar a super poderosa Monarquia Absolutista do “poder Divino dos Reis”, que detinha ávida e ferreamente, O PODER ABSOLUTO sobre o destino, a vida e a morte dos concidadãos, e, o transfere agora para o poder Divino do povo, divina e inspiradoramente transferido constitucionalmente, como e onde efetivamente se consubstancia e consagra civilizadamente o voto secreto. Desde então passa o povo a ter de fato e de direito a sua tão aspirada soberania: “O PODER EMANA DO POVO!

Cabe a este, entretanto, estar alerta, bem alerta, desperto, consciente desse falatório barato, perseguidor, despropositado, falso, maroto, enganador, desleal, desonesto. Deve O POVO prevenir-se, preparar-se diligente e prudencialmente, instruir-se técnica, tática, ética, cultural e psiquicamente para administrar sua individual consciência com propriedade, inteligência, exercer com sentido de justiça o seu sentimento, testemunhar aos quatro ventos este poder divino que o responsabiliza tanto e o dignifica.

É seu dever saber definir realmente o que é importante para o presente e para o futuro, para si e para a sociedade a que pertence, desenvolver consciência social do BEM COMUM, saber apuradamente escolher o trigo entre o joio e, votar, votar com convicção, sabedoria e probidade, votar conscientemente em quem tenha o mérito do trabalho honesto em benefício do povo, em quem tenha um currículo ético claro, de constante coerência, integridade, sem quaisquer manchas ou dubiedade. Essa é a essência da sanidade e da concepção correta do “PODER DO POVO!”. . .

Tenhamos pois, muito em conspícua consideração e, meditemos seriamente, na velha e aparentemente capciosa, ardilosa mas lúcida frase, do sábio Montaigne: . . . “As palavras pertencem metade a quem as fala, a outra metade a quem, as ouve” ! . . . (Montaigne, 1592)




Erasmo Figueira Chaves
Pré Candidato a Vereador pelo Município de Cabreúva, São Paulo.

SAIBA POR QUE SOU PRÉ CANDIDATO



PARA CONHECER O CURRÍCULO VITAE DO PROF. DR. ERASMO FIGUEIRA CHAVES, CLICK NESSE LINK

sábado, 28 de abril de 2012

67 Anos do Ultimo Tiro da Artilharia Brasileira na 2ª. Guerra Mundial


67 Anos do Ultimo Tiro da Artilharia Brasileira na 2ª. Guerra Mundial
1945 – 2012
por Israel Blajberg
Ex-aluno CPOR/RJ - Turma Mar Rondon Art 1965


No quartel de Barueri –SP, diante da tropa formada, muitas estórias são recordadas entre os veteranos no palanque ... A marcha batida interrompe as lembranças. O exórdio executado pela Banda de Música anuncia a chegada do General, antigo Comandante do histórico Grupo Bandeirante - III Grupo 105 da FEB, atual 20º. G A C Leve – Aeromóvel, os que marcham sempre à frente da vanguarda, arrojando-se do céu, fulminantes, no dizer da canção.

Antigos integrantes da unidade, velhos artilheiros, familiares, ex-combatentes veteranos da FEB com suas boinas e braçadeiras. Apenas uns poucos FEBianos ainda estão aqui entre nós, e orgulhosamente comparecem, todos em torno de 90 anos.

A tropa entoa a Canção da arma, no ritmo cadenciado e seguro da artilharia hipomovel, desfilando com garbo. Jovens com a fibra do soldado brasileiro que doravante serão para sempre, até o dia em que tiverem que deixar o quartel, do qual jamais se esquecerão.

O desfile é magnífico, os pavilhões nacional e da unidade, os estandartes das baterias tremulando ao vento que sopra na manhã de Barueri, a chuva tendo amainado justamente ao iniciar-se a cerimonia. Do seu nicho à entrada do quartel, Santa Bárbara protege os Artilheiros, e por seus desígnios a festa se desenvolverá em tempo seco.

29 de abril de 1945. Eram exatamente 0145 quando foi lançado contra o inimigo nazista o ultimo tiro disparado pela artilharia brasileira na Itália. Os comandos chegaram rápidos e concisos passados via rádio da Central de Tiro para a Peça Diretriz:

Bateria, Atenção, Concentração !!! Explosiva Carga 5 Espoleta Instantânea ! Centro por um bateria por meia dúzia ! Deriva 2800 elevação 357 ! Fogo !!!

A Vitória chegava para a democracia. Uma pesada barragem contra as tropas alemãs encerrou assim a resposta às agressões sofridas pelo Brasil, com a perda de mais de mil vidas nos torpedeamentos. Decorridos 67 anos, apenas 3 dos quase quatrocentos homens do glorioso Grupo Bandeirante da FEB ainda estão entre nós, recordando a operação. Era o 1º/2º Regimento de Obuses 105 Auto-rebocado (1º/2º RO 105 Au R - "III Grupo da Força Expedicionária), herdeiro de antigas e tradicionais unidades, Regimento de Artilharia da Bahia, em 1749, e 7° Corpo de Artilharia de Posição, em 1824, hoje aquartelado em Barueri-SP, o 20º. G A C Leve – Aeromóvel, tropa de elite integrante da Força de Ação Rápida Estratégica do Exército.

No pátio, apresta-se a 2ª. Bateria. O Coronel Amerino Raposo, 90 anos, descendente remoto do Bandeirante Raposo Tavares comandou a Linha de Fogo em 1945, e com emoção transmite vibrante saudação aos jovens formados à sua frente.

Hoje, passados 67 anos as mesmas peças originais da bateria novamente disparam uma salva sob seu comando, ressoando pelos ares de Barueri para lembrar este momento de glória das armas nacionais, quando em apoio ao I Batalhão do 6° Regimento de Infantaria foi empregada contra a tropa alemã em movimento para o Norte, que entraria para a História Militar Brasileira como a manobra de Collecchio - Fornovo di Taro que culminou na captura da 148ª Divisão de Infantaria alemã, e da Divisão Bersaglieri Itália, fazendo mais de 16 mil prisioneiros, sendo 2 generais, Otto Freter Pico e Mario Carloni.

Além do Cel Amerino, apenas mais 2 velhos artilheiros que viveram aquele momento ainda estão em condições de participar da reconstituição acionando o disparador. Orgulhosamente os ex-combatentes Kodama e Leal guarnecem 2 peças.

A Poderosa Artilharia faz estremecer os ares. A fumaça branca se dispersa levada pelo vento. A tropa se prepara para o desfile. Os velhos artilheiros pensam nos irmãos de armas não mais aqui presentes e aqueles que não voltaram. Não existe consolo, mas suas almas se elevaram pela certeza de que um mundo melhor passaria a existir.

Ao final a guarnição da saudade desfila diante do palanque onde estavam altas autoridades militares, o Comandante Militar do SE, Comandante da 2ª. DE, Comandante da 12ª. Brigada de Infantaria Leve Aeromovel de Caçapava, ChEM do CMSE, Comandante do Grupo, Prefeito, ilustres personalidades.

Dos simples soldados aos coronéis e generais que comandaram o Grupo, e ao general de 4 estrelas, todos se irmanam na cadencia do bumbo no pé direito. Não fica bem para um velho soldado chorar, mas percebe-se que muitos estão emocionados, e não conseguem conter uma lágrima furtiva ... Há 30, 40, 50 anos eles eram um daqueles rapazes que estavam em forma, militares jovens e esbeltos, cabelos pretos aparados, coração cheio de esperança.

A solenidade vai terminando. Os convidados visitam o bem cuidado museu. Junto com outros troféus, a bandeira com a malfadada suástica. O belíssimo Monumento merece sempre grandes atenções, pela beleza singela e nobre significado, contendo os nomes dos nossos Heróis. A seu lado o nicho de Santa Barbara acolhe os fieis, artilheiros a quem a Santa protege.

Os Veteranos da FEB e da AGRUBAN vão retornar para casa, a esperança de no próximo ano estarem juntos mais uma vez. Despedidas já com saudades, a visita foi curta. Pensam nos irmãos de armas que não estão mais aqui. Não existe consolo, mas suas almas se elevaram na certeza de que um mundo melhor passaria a existir.

Os Veteranos se impressionam com a evolução da mancha urbana, eles que conheceram a região ainda quase virgens. O adensamento populacional estancou diante do quartel, mas é impressionante como aquelas chácaras se transformaram em alphavilles, hotéis, prédios imensos, apenas o gigantesco e querido quartel garantindo a preservação das matas, o ar puro em sua imensidão, que traz pássaros esvoaçantes alegrando a formatura com seus piares.

Imersos em pensamentos, retornam ao mundo do dia-a-dia deixando as recordações do passado... Velhos Artilheiros, cumpriram seu dever, honrando a memória da nossa gente. Simplesmente foram Soldados - do Exercito de Caxias - da Artilharia de Mallet, a bradar o eterno e sagrado comando, que ecoou em Tuiuti, Fornovo di Taro, e agora em Barueri:

Peça, Fogo ! ! ! Peça Atirou !!!

"Ma Force d’en Haut""
"Minha Força vem do Alto"
















Brasão d'Armas do Marechal Mallet

Patrono da Artilharia Brasileira